. Ela andara chorando, andara meio sem cor. Mas a vida gosta de lhe fazer surpresas. Vai ver que sua cara lavada com os olhos arregalados de descrença seja interessante. A vida trouxe a tinta, os pinceis, e a artista. Descobriu que a arte começou quando a cor das coisas visíveis aos olhos tornou-se viva como nunca antes. A moça reza para que a artista fique, para que pinte e borde, pinte o sete, deixe seu corpo todo tatuado com palmas de tinta - feito aquelas que as crianças fazem nos trabalhos do Jardim I. As cócegas do pincel, o gelado da tinta na pele - e em todo o resto -, os sorrisos imensos. Tudo era tão raro. Deixa o doce, vida. Deixa a moça sorrir, vai.
Meu nome é Anelise e tenho 16 anos
créditos pelo texto: pordentroporcelana.tumblr.com
Meu nome é Anelise e tenho 16 anos
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